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Música Modal, o que é afinal?
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Ian Guest

 

Durante séculos e milênios, antes da revolução industrial, da indústria publicitária e da sociedade de consumo, a música não era negociada em troca de ingressos na entrada e o público não a assistia de braços cruzados. Nem a pintura era portátil pra mudar de dono com facilidade. Enquanto as pinturas rupestres e afrescos enfeitavam paredes intransportáveis de cavernas e templos, a música enfeitava a própria vida das pessoas em forma de manifestações essencialmente coletivas. A participação musical de todos não só era permitida, mas desejável, 

núcleo dos rituais de toda e qualquer festa popular, fosse ela triunfal ou fúnebre, expressando alegrias e tristezas. Para atrair a todos, a música era uma proposta de autoria coletiva, extremamente envolvente e participante. A criatividade rítmica e tímbrica desconhecia limites. Já as melodias eram simples e transparentes, com a intenção de convidar a cantar e tocar junto. Eram longos serões de música intermitente, sem início e fim.

 

Era a música modal, resultado da contribuição de todos, fruto da tradição e da memória popular. Música de poucas notas e de sabor provincial ou tribal. Tudo seria feito com as mesmas poucas notas: a cantoria, o acompanhamento misturado com percussão. Enfim, era o vale-tudo com aquelas notas. A música tonal, a partir do barroco, surgia muito diferente: utilizava todas as 12 notas obedecendo às regras rigorosas das funções harmônicas, preparação e resolução, movimento alternado com repouso. As preparações (“dominantes”) resolviam ou não: tudo era imprevisível e excluía o público da participação, limitando-o à condição de ouvinte. A música tonal ocuparia um terrritório organizado, com legislação própria, mapeado e explorado. Lá fora de suas fronteiras rugia a música modal, o desconhecido, o resto, o avesso.

Hoje, os cartuchos da música tonal estão queimados, seus recursos esgotados, pouco podendo ser acrescentado de novo e estimulante, para não falar de sua estagnação como função social de vitrine. Ela vem, cada vez mais, misturada com o modalismo. A volta às origens é inevitável, a releitura dos elementos mais poderosos da formação de nossa cultura. Está sendo um alívio não preparar e não resolver, mas simplesmente flutuar.

 

É gratificante compor e harmonizar na linguagem modal, criar contracantos e ostinatos (frases persistentes de acompanhamento). Tudo acontece com notas restritas e selecionadas, já por si agradáveis de ouvir. O modalismo natural trabalha com as sete (ou menos) notas naturais (como dórico, mixolídico, pentatônico). O modalismo folclórico ou histórico trabalha com modos consagrados pelo uso dos povos do mundo (como blues, flamenco e nordestino). O modalismo sintético é feito em casa, com notas inventadas pelo próprio compositor ou arranjador.

 

Nosso curso de Música Modal propõe acender luzes sobre o idioma modal, através de muita ação e pouca conversa. O meio do aprendizado será a criação. Isso, graças à simplicidade das descrições e definições e à eloqüência da prática. Poucos elementos, em todo o ensino musical, oferecem um retorno tão imediato e gratificante quanto o modalismo.

 

Até a vista, então, e um abraço modal!!

 

Ian Guest é professor e fundador do Cigam – Este é um artigo da série “Workshops Cigam” que foi publicado na Revista Backstage.

 

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